Tico-Tico
Zonotrichia capensis
Também conhecido como Chingolo.
Cantos
Gravações sem ruído de fundo. Toque para ouvir. O áudio só é baixado no play.
Canto Tico-Tico Clássico
--:--Canto Chingolo
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Sobre a espécie
O tico-tico é pequeno, pouco mais de 15 centímetros, e inconfundível: cabeça cinza com listras escuras, um topete que ele ergue quando alerta, e um colar castanho-avermelhado na nuca. Ocorre do México à Terra do Fogo, o que faz dele uma das aves de distribuição mais ampla do continente.
Seu canto é objeto de um dos corpos de pesquisa mais longos da ornitologia sul-americana. A espécie apresenta dialetos regionais: populações separadas por poucas dezenas de quilômetros podem cantar variações consistentemente diferentes, aprendidas socialmente pelos machos jovens ao ouvirem adultos vizinhos. É um caso claro de transmissão cultural em animais.
No Brasil, o tico-tico é figura constante em quintais e jardins, forrageando no chão. Também é hospedeiro frequente do chupim (Molothrus bonariensis), que deposita ovos em ninhos alheios, e o tico-tico acaba criando filhotes que não são seus.
Habitat
Áreas abertas e bordas: campos, cerrado, capoeiras, jardins, praças e beiras de estrada. Evita o interior de floresta densa. Ocorre do nível do mar até acima de 4.000 metros nos Andes, o que dá à espécie uma das maiores amplitudes altitudinais entre as aves americanas.
Alimentação
Granívoro com complemento de insetos. Alimenta-se principalmente de sementes de gramíneas apanhadas no solo, e aumenta a proporção de insetos e larvas durante a criação dos filhotes, quando a demanda por proteína é maior.
Reprodução
O ninho é uma tigela de capim escondida perto do chão, em touceira ou arbusto baixo. A postura é de dois a quatro ovos. A espécie é um dos hospedeiros mais parasitados pelo chupim, que remove ou danifica ovos do hospedeiro antes de depositar o seu.
Curiosidades
Machos jovens aprendem o canto ouvindo adultos vizinhos, o que gera dialetos regionais estáveis ao longo de gerações.
A distribuição vai do México à Terra do Fogo, e do nível do mar a mais de 4.000 metros nos Andes.
É um dos hospedeiros preferidos do chupim, que parasita ninhos deixando seus próprios ovos para serem chocados.
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