Sabiá Laranjeira
Turdus rufiventris
Também conhecido como Rouxinol, Zorzal Colorado.
Cantos
Gravações sem ruído de fundo. Toque para ouvir. O áudio só é baixado no play.
Canto Rouxinol Clássico
--:--Canto Sabiá Laranjeira
--:--Canto 38
--:--Canto Zorzal Colorado
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Sobre a espécie
O sabiá-laranjeira foi declarado ave-símbolo do Brasil em 2002, e a escolha tem raízes mais antigas: é dele o canto que Gonçalves Dias evocou na "Canção do Exílio", em 1843. Mede cerca de 25 centímetros, tem o dorso pardo-oliváceo e o ventre num tom ferrugíneo que lhe dá o nome de laranjeira, pela cor de fruta madura.
É um pássaro discreto na aparência e nada discreto no som. O canto é uma sequência de frases flauteadas, repetidas com variações, executada sobretudo no início da manhã e ao entardecer. A intensidade aumenta na primavera, quando os machos cantam para delimitar território e atrair parceiras, e por isso a espécie ficou culturalmente associada à estação.
Comum em todo o Centro-Sul e Nordeste do país, o sabiá-laranjeira se adaptou bem a jardins, praças e quintais arborizados. É frequente vê-lo no chão, saltitando e revirando folhas secas em busca de minhocas, um hábito que o diferencia de outros sabiás mais arborícolas.
Habitat
Matas, capoeiras, cerrado, bordas de floresta e, com destaque, ambientes urbanos arborizados. É uma das aves que melhor se ajustaram a jardins, praças e quintais no Centro-Sul do Brasil, onde depende de solo com serapilheira para forragear.
Alimentação
Onívoro com forte componente frugívoro. Alimenta-se de frutos de árvores nativas e exóticas, minhocas, insetos e outros invertebrados capturados no solo. Tem papel relevante na dispersão de sementes, engolindo o fruto inteiro e eliminando a semente viável a distância.
Reprodução
O ninho é uma tigela funda de gravetos, raízes e barro, escorada em forquilha, beiral ou vão de construção. A postura é de dois a quatro ovos esverdeados com pintas avermelhadas. A fêmea faz a maior parte da incubação, e ambos os pais alimentam os filhotes.
Curiosidades
Foi oficializado como ave-símbolo do Brasil por decreto presidencial em 3 de outubro de 2002.
É o sabiá da "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias. O verso "as aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá" ajudou a fixá-lo no imaginário nacional.
A intensificação do canto na primavera é territorial, e não uma reação ao clima: os machos cantam para marcar área e atrair fêmeas.
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